Atitudes básicas para formação do caráter


  Valores são os eixos norteadores que herdamos e que também internalizamos no processo inter e intrapessoal de nossas vidas, os quais formam nosso caráter. Eles são a força propulsora de energia e motivação á nossa capacidade de viver no processo de busca pela excelência, considerando nossas escolhas e a influência direta ou indireta que sofremos de todo o grupo social que promovem nossa educação, de maneira mais específica família e escola, importantíssimas instituições de formação de caráter.

  Segundo a conceituação filosófica, o termo “valor” significa “Aquilo que confere normas à conduta”; “Tudo o que é verdadeiro, belo e bom e que é condicionado por um tipo de juízo moral pessoal que, normalmente, se adapta ao da sociedade e época”; Os pais constantemente estão buscando atitudes básicas e precisas para desenvolver estes valores na sua família. Mas é necessária uma introspecção, reconhecer os próprios valores, para depois definir quais destas atitudes queremos manter e transmitir aos nossos descendentes e educandos, encontrando uma maneira que viabilize um processo educacional com resultados satisfatórios.

  No capítulo “Construindo a auto-estima”, do livro Rediscover the joy or Parenting”(Redescubra a alegria da Paternidade)
....”Ensinar valores é dar-lhes uma experiência de valor. A maneira mais fácil é observar quando os filhos fazem algo muito bem feito e dizer-lhes: Esse comportamento me diz que você é do tipo de pessoa.... (diga o valor). Ou ainda: O fato de você se levantar e fazer sua cama sem ser solicitado mostra que você está crescendo e se tornando um jovem muito responsável. Eu gosto disso a seu respeito. A estrutura do processo e a linguagem são as seguintes: 1) você está deliberadamente vinculando o valor de sua escolha a uma experiência que a própria criança vivenciou, e 2) você está colocando sua própria credibilidade nessa vinculação. Continuar a elaborar e falar sobre a importância destes valores ajudará a consolidá-los ainda mais. Tome cuidado, no entanto, para usar a medida certa. Exagerar ou ser muito efusivo poderá diminuir o interesse.

  A eficiência do processo também se dá com comportamentos sem experiência. Por exemplo: "Eu notei, filho(a), que você desconsidera o uso das drogas, mesmo que estejam disponíveis para você. Isso demonstra que você está se tornando muito consciente de sua saúde, que você tem opiniões próprias e o que os outros dizem que pode ser bom, passam por sua avaliação. Eu tenho muito orgulho da maneira como você toma decisões saudáveis e inteligentes”. Ao fazer a conexão entre o “valor” a ser aprendido e a experiência vivida, além de estar reforçando uma atitude positiva, poderá também ter um efeito, ás vezes até de surpresa, que aumenta a resposta emocional. Com os filhos e ou alunos que têm dificuldades de aprendizado e outras deficiências, isso pode ter um efeito muito poderoso, porque eles realmente recebem um retorno positivo.

  A PNL (Programação Neuro Lingüística) é uma caixa cheia de recursos poderosos que auxilia no processo de ensino e aprendizagem. Foi observando a gama de possibilidades dos cinco sentidos quanto ao processo de desenvolvimento humano que a PLN elaborou três grupos de pessoas - visuais, auditivos e cinestésicos (paladar, olfato e tato) - e desenvolveu métodos para uma comunicação eficiente. Todos nós possuímos as três formas de perceber o mundo. No entanto, existem pessoas que, dependendo do momento, usam mais um canal do que outro. "Se um paciente me diz que sente (cinestésico) um vazio por dentro, eu jamais responderei 'pelo que estou vendo (visual), você está tendo dificuldades de enxergar que há coisas boas acontecendo'. Naquele momento, ele está se mostrando cinestésico e, ao receber respostas que seriam dadas por alguém que estivesse usando o canal visual para comunicar-se, a relação de diálogo torna-se ineficaz".

Algumas dicas para ajudar a identificar qual é o canal que o nosso filho(a) usa com mais freqüência:

Visual: Seu mapa mental é formado por imagens, formatos, cores e luzes. Sua personalidade é muito criadora, gosta de propor situações novas. Usam frases assim: "É assim que vejo isto", "Eu vejo o seu ponto de vista". A fala é sempre rápida, em tom alto e agudo, tem tendência a falar por metáforas e usam bastante os dedos para indicar.

Auditivo: Sua mente é mais voltada para a lógica, técnica, pratica, seu mapa mental é formado por sons, palavras, musicas, etc. Pessoas auditivas são mais seletivas sobre as palavras que usam, porque as palavras significam muito para elas. Por isso são cuidadosas no que dizem, prestam muita atenção naquilo que ouvem. É possível identificá-la pela maneira que falam, normalmente usam frases assim: "isto que você diz, não soa bem". "Diga-me alto e em bom tom". Os gestos característicos são cruzar as mãos ou os braços.

Sinestésico: Tem o seu mapa de mundo voltado para as sensações, para os sentimentos, movimentos, prazeres, conforto, bem estar. As pessoas sinestésicas não vêem e nem ouvem o mundo, apenas sentem o mundo. Reagem a sensações. Suas frases características são: "Eu senti bastante o que você disse". “Não senti firmeza naquelas palavras.” Essas pessoas falam num tempo lento, às vezes com longas pausas e num tom baixo e profundo.

  O interessante neste processo comunicativo é o seu efeito duradouro. Ele interfere diretamente nas reações das pessoas. E, como tudo na vida, a comunicação entre pais e filhos, educadores e alunos, possui uma relação de causa e efeito. A ação produz a reação no outro. Seja qual for o tipo de relação entre duas pessoas ou mais, a comunicação acontece, é natural. Enaltecer bons valores é o que almejamos no papel de educadores e formadores, bem como, também, no papel de seres formados pelo grupo social no qual estamos inseridos.

Autor: Rozemeri Tesser Chiochetta

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