A Influencia do divorcio na formação do caráter da criança


  Hoje vemos em nossa realidade contextual que o divórcio pode ser conseguido por qualquer motivo, ou sem nenhum motivo específico. Numa recente pesquisa que fiz descobri que em algumas cidades nos EUA o número de divórcios entre os evangélicos tem provocado espanto das autoridades governamentais. O governador, a liderança batista e o movimento anti-divórcio estão lutando coletivamente para evitar o conflito entre as noções ingênuas de satisfação no casamento e a realidade. As autoridades eclesiásticas e políticas dizem que desde que os políticos de Oklahoma e de vários outros estados começaram a reconhecer um paradoxo incômodo: a taxa de divórcio em grande parte da área onde os cristãos evangélicos são particularmente fortes está cerca de 50% acima da média nacional. Em Oklahoma, o governador Frank Keating, também republicano, considerou o divórcio como a principal causa da pobreza em seu estado. Ele deu início a uma ampla campanha, paga com US$ 10 milhões (R$ 23 milhões) do dinheiro do bem-estar social federal, para cortar a taxa de divórcio no estado em um terço em 10 anos. Apesar dos esforços dos últimos anos, a instituição do casamento está perdendo terreno. O recenseamento levantou que nos anos 1990, o número de casais não casados que vivem juntos cresceu 97% em Oklahoma, 125% em Arkansas, e 123% no Tennessee. Estes crescimentos no coração da região estão bem acima do aumento de 72% de casais não casados que o censo levantou na nação como um todo. Pela primeira vez, o censo mostrou que casais casados com filhos correspondem a menos de um quarto da população dos EUA (23,5%). Em Oklahoma, o percentual de tais famílias tradicionais é ainda mais baixo (23,2%). "Tais números são um reflexo total de que o casamento é uma instituição que está perdendo seu apelo", disse Jerry Regier, secretário de Saúde e Serviços Humanos de Oklahoma. "Nossa sociedade foi dominada pelo divórcio". 

O divórcio é fruto de uma sociedade instável.

  As crianças e os jovens de hoje estão sendo afetados por uma sociedade instável. O que estamos assistindo é nossas crianças crescerem num ambiente de profundo stress emocional por causa da desestabilidade conjugal de seus pais. Os nossos jovens estão vivendo a trágica realidade da síndrome dos lares provisórios e instáveis. Numa pesquisa feita por Josh McDowell e a Dr. Norm Wekefield, 68% dos adolescentes acreditam que este mundo não tem futuro e 32 % acreditam que serão afetados diretamente pela aniquilação nuclear. Toda esta insegurança que as pesquisas mostram, é fruto da instabilidade e da ansiedade que os pais passam para seus filhos. Há alguns anos atrás o jornal New York Time, mostrou os resultados de um estudo que verificou os cinco temores dos alunos do primário há vinte anos atrás: ruídos sonoros, quarto escuro, lugares altos,, animais perigosos e pessoas estranhas. Hoje, os maiores medos das crianças são: perda de um dos pais pelo divórcio, ser vítima de roubo, furto, estupro e câncer. O que me parece é que os pais não estão preocupados em preparar seus filhos para a vida adulta.

Em Hebreus 13.4 diz: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros”. A palavra “honra” no grego é timios que significa “algo de grande valor”, “precioso”, “estimado”, “especial”.

  A Bíblia diz em Gênesis 49.3,4 que Rúben maculou o leito de seu pai Jacó quando se deitou com Bila (Gn 35.22), por isso perdeu a bênção da primogenitura; José, ao contrário viveu uma vida pura (Gn 39.7-12) e por isso sua descendência recebeu o direito da bênção da primogenitura que era de Rúben: “Quanto aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel (pois era o primogênito, mas, por ter profanado o leito de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel; de modo que, na genealogia, não foi contado como primogênito” (I Cr 5.1). Precisamos considerar não apenas o nosso casamento como digno de honra como também os dos nossos irmãos, pois isso guardará o viver santo da Igreja.

O Mundo em que Nossos Filhos Convivem.

  Vivemos numa sociedade completamente influenciada pela mídia. Em nossos dias é a mídia que dita os valores morais da nossa sociedade.Nunca antes as pessoas foram manipuladas pelo poder criativo do homem. Os analistas dizem que a televisão é a força mais terrível e poderosa que existe para manipulação de massas. Ela apossa da mente de nossos filhos bem cedo, influenciando através de desenhos como também de comerciais engenhosamente preparados para persuadi-las e domina-las. Josh McDowell em seu livro “A diferença que o Pai faz”, diz o seguinte: “nossos filhos estão sendo imensamente influenciados por meio poderoso e convincente”. Segundo Josh McDowell, numa pesquisa feita com 1.438 jovens de várias denominações evangélicas, com idade entre 12 a 18 anos, indicaram que esses adolescentes viam televisão ou ouviam música numa média de 34 horas por semana. 68% desses jovens membros de uma dessas denominações afirmaram ter visto pelo menos um filme pornográfico e 10% afirmaram ter visto pelo menos um filme desse tipo nos últimos seis meses. Queridos e preciosos irmãos em CRISTO, será que podemos imaginar o impacto que essas imagens sexuais têm sobre o comportamento dos nossos filhos. 

  Numa outra pesquisa realizada por Josh McDowell, revela que 65% dos jovens que havia chegado aos 18 anos de idade, já tinham envolvido em algum tipo de comportamento sexual – carícias nos seios ou genitais, e 43% já havia praticado relação sexual. Um dos aspectos ainda mais preocupante é que 20% desses jovens, isto é, 13% disseram ter experimentado de alguma forma atos sexuais. Isso é reflexo dos nossos filhos estarem crescendo numa sociedade que busca a satisfação pessoal. O vácuo moral e espiritual da nossa sociedade e a liberdade de fazer o que queremos está uma sociedade jovens rebeldes e que tem no prazer pessoa sua maior busca de satisfação. O que vemos em meio a tudo isso é o crescimento exponencial do consumo de drogas, bebidas e vicio do prazer e do entretenimento. Sem raízes espirituais e emocionais forte e profundas nossos filhos, ficarão mais e mais vulneráveis ao comportamento dessa sociedade. Não podemos permitir que nossos filhos sejam sexualmente explorados por causa do nosso fracasso em educa-los de acordo com o padrão da Palavra de DEUS.

Autor: Desconhecido

0 comentários